Domingo, Novembro 08, 2009

Comer, rezar e amar

Acordei meio-dia, fiz almoço (sim, eu cozinhei, hehehe) e tinha que terminar de corrigir uma dissertação de mestrado em Psicologia. Acabou me tomando tanto tempo que não pude ir à apresentação do grupo no festival de danças do Clube. :( Mas daí liguei para a Cinara e fomos ir tomar chimarrão em Ipanema com o amigo dela, o Dilson.
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Lindo, Ipanema parece outra cidade. Sentamos na beira do Guaíba com a cuia na mão e uma bacia de pipoca. O assunto é o preferido das pessoas solteiras: relacionamentos. Então eu e Dilson falamos sobre o livro que lemos: Comer, rezar e amar. Lembramos do trecho seguinte, que irei até copiar diretamente do livro (antigamente eu copiava os trechos que eu gostava nas minhas agendas e hoje eu nem sei onde elas estão, o que me faz a maior falta quando eu lembro de certas citações, assim escrever aqui irá facilitar o acesso, hehehe, além, é claro, de poder compartilhar com outras pessoas o que eu li):
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"E então me lembro de uma história que minha amiga Deborah, a psicóloga, me contou certa vez. Durante os anos 1980, a cidade da Filadélfia perguntou-lhe se ela poderia ser voluntária para ministrar aconselhamento psicológico a um grupo de refugiados em Camboja - os chamados boat people - recém-chegados à cidade. Deborah é uma psicóloga excepcional, mas ficou terrivelmente intimidada por essa tarefa. Aqueles cambojanos tinham sofrido o pior que seres humanos são capazes de infligir a outros seres humanos - genocídio, estupro, tortura, assassinato de parentes diante de seus olhos, tudo isso seguido por longos anos de campos de refugiados e perigosas viagens de navio para o Ocidente, durante as quais pessoas morriam e cadáveres eram lançados a tubarões -, então que tipo de ajuda Deborah poderia oferecer a essas pessoas? Como era possível para ela entender a extensão do seu sofrimento?
- Mas você sabe sobre o que essa gente toda queria falar quando conseguia encontrar psicólogos? - perguntou-me Deborah.
Era só: Conheci um cara, quando estava morando no campo de refugiados e a gente se apaixonou. Achei que ele me amasse de verdade, mas depois a gente foi separado de navios e ele ficou com minha prima. Agora está casado com ela, mas diz que me ama de verdade, e ele fica me ligando o tempo todo, e sei que deveria dizer para ele ir embora, mas ainda o amo e não consigo parar de pensar nele. E eu não sei o que fazer...
É assim que a gente é. Coletivamente, é essa a nossa paisagem emocional." (p. 165)
Achei interessante este trecho e para mim foi o melhor. Todos estão falando neste livro e dizem estar adorando. Eu até que gostei, mas não tanto assim. Não achei suficientemente profundo. É uma literatura muito superficial, muito parecida com autoajuda. Mas ok. Desde que as pessoas leiam alguma coisa, está valendo.
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Detalhe: Dilson me perguntou a idade dos caras com que me relacionei e disse se surpreender que eles tenham mais ou menos a minha idade. Ele disse que, pela minha maturidade e autonomia, eu teria o perfil de uma mulher que se relaciona com homens mais velhos. Talvez ele não tivesse nenhuma segunda intenção ao dizer isso, mas o fato é que ele é um homem mais velho, hauhauhau. Eu não desenvolvi muito o assunto porque minha experiência de vida diz que não importa a idade biológica, homens mais velhos podem ser tão infantis quanto um adolescente. Eu penso que o importante é a maturidade e isso não tem nada a ver com idade. Uma pessoa pode morrer velha sem nunca ter alcançado um nível satisfatório de maturidade. Acredito que isso vem mais da pessoa em si do que com a idade...

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Uma história triste...

Escrever pra mim é uma forma de terapia. Me sinto melhor depois que jogo tudo no papel. Geralmente os pensamentos ficam no papel e não mais na minha cabeça e é para isso que vou utilizar este blog hoje.

Por isso, desculpem àqueles que estão emocionalmente sensíveis, melhor aparecer por aqui outro dia e deixar este post para lá. Para os corajosos que continuarem, já foram preparados, hehehe.

Hoje pela manhã tinha aula particular com dois alunos que gosto muito e tenho maior orgulho de dar aula para eles. São dois professores: um de direito na Unisinos e o outro um pós-doutor e professor de Filosofia na UFRGS. Eles são meus alunos há dois anos e meio e foram indicados por uma ex-aluna, Cristina, que era professora de italiano e para quem dei aula durante uns dois meses há uns 3 anos atrás.

Segundo um amigo, a gente sempre cria "teorias" em relação às coisas e nisso se incluem as pessoas. A minha teoria é de que Alfredo, um dos meus alunos, que é solteiro, tinha algo com a Cristina. A verdade é que eu sempre tive esta curiosidade, mas nunca tive coragem de perguntar e nem me foi dito indiretamente. Então convivi com esta teoria internamente durante todo este tempo, hehehe. Pois hoje deve ter sido a terceira vez nesses dois anos e pouco que tocamos no assunto da Cristina. Eu, curiosa, hehehe, mais uma vez, indiretamente, é claro, quis saber qual a ligação deles com a Cristina, já que eles não foram alunos dela. Eis que Alfredo enfim me contou: foi namorado da Cristina.

Cristina era professora da FEEVALE, parou de estudar alemão porque estava na fase de entrega da tese de doutorado dela. Ela disse que um dia voltaria com as aulas e eu acreditei, pois ela era bastante animada e tinha um talento incrível para línguas. Ela já era professora de italiano e latim, também sabia grego, inglês e espanhol. Ela não tinha nem 30 anos na época e estava terminado o doutorado. O pai dela tinha morrido, na época, pelo que me lembro, fazia pouco mais de 1ano, e tinha deixado para ela uma casa maravilhosa, onde costumávamos ter aula. Tudo estava sempre lindo, limpo e organizado. Ela morava sozinha, não lembro da mãe, me parece que os pais eram separados e a mãe morava com outro cara. Lembro da Cristina sempre tentando uma receita nova e que ela também gostava de bordar. Na minha visão, ela era um exemplo para mim: inteligente, bem-sucedida, independente. Ah, bonita, alegre e muito querida também. Não tinha dúvidas que um dia ela iria encontrar alguém para ela.

Pois quando Alfredo me contou que eles tinham sido namorados, ele perguntou se eu não sabia o que tinha acontecido com ela.

No elevador, antes da aula:

Alfredo: Uma história triste. Ela faleceu.

Eu: Ãh? Como assim? De que?

Alfredo: Suicídio. Há pouco mais de um ano já.

O elevador abriu. Nem consegui perguntar mais detalhes. Para quê também, não é?

Bah, chocada. Trabalhei o dia inteiro, intervalo apenas de 1h para almoço e nessas horas o trabalho cai bem. Bom para não pensar. Pergunta que não quer calar: por quê? Qual motivo?

Minha teoria: solidão.

Triste. Muito triste...


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Acrescentando.... (uma triste curiosidade)

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Em Paris, todos os principais monumentos são gradeados...Por exemplo, na Torre Eiffel ou no Arco do Triunfo é impossível alguém se suicidar, pois é tudo protegido. O que isso quer dizer? Que muitas pessoas já fizeram isso. Lembro que alguns brasileiros que moravam por lá disseram que o número de suicídios no inverno era bastante grande e que uma forma de fazer isso era se atirar na frente do trem no estação de metrô. Putz, será isso verdade ou uma lenda urbana? Bem, provavelmente isso será difícil de descobrir, já que este tipo de coisa não é divulgado. Bem, sei lá, mas o curioso também é que Paris é considerada uma cidade romântica, hehehe

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Convite

Obaaaa
Acho que esta festa vai estar bem legal! Estão todos convidados (até parece que tem um povo lendo este blog, hehehe, mas eu sei que o Nês, a minha mãe e a minha Dinda leem ! hahahaha)

Domingo, Outubro 25, 2009

Diversos

Ahhh, estou utilizando minhas últimas energias do finde para fazer a folha de pagamento do restaurante do meu pai. Estou me enrolando. Quero ir para casa...

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Ai ai, a vida no interior é outra coisa. Só o fato de pegar o carro, andar numa estrada boa, com uma paisagem linda e sem trânsito algum já é o suficiente para me fazer muito feliz. Daí ter uma casa com uma boa varanda, em que se pode tomar chimarrão com os amigos, sem que ninguém venha te pedir algo ou mesmo te assaltar é o paraíso. Fora os filhos, que é muito mais fácil de criar, pois ficam correndo no pátio com outras crianças. Tudo tão perfeito. Moraria fácil no interior, se não fosse o problema da diferença cultural e se eu pudesse ganhar um bom dinheiro com algo que me desse prazer. Onde estive: Matiel, vila de Pareci Novo (cidade com 3500 habitantes, então imagina a vila, hehehe). Estava muito bom!

***

Yamandu, que é alemão, me deixa um recado nas minhas fotos do orkut, nas quais apareço dançando trajada de "alemã". Aproveito para ver as fotos dele também, onde em alguma parte do mundo (talvez Alemanha) ele está fazendo churrasco trajado de botas, poncho e chapéu: parecendo um gaúcho! Hum, interesting, hehehe.

***

Aniver do Henrique, filho do Fábio. Maravilhoso. Comi muito. Fazia tempo que não comia comida tão boa. Tinha de tudo que se pode imaginar. Bastante gente. Muito legal rever a família e poder viver esses momentos. Encontro minha dinda, que é psicóloga e inteligentíssima. Às vezes acho que minha psicóloga poderia ir mais direto ao ponto, por isso adoro conversar com minha dinda. Com ela posso perguntar diretamente o que estou querendo saber e terei uma resposta imediata à altura da minha pergunta. Conversa:

Eu: - Dinda, como se faz para acabar com uma fantasia?
Ela: - Tentando realizá-la.
Huahuahau, parece o óbvio, mas não é. Insight na minha mente. Ótima resposta! No entanto, pensando melhor depois, percebi que tem pessoas bastante próximas a mim que tentam a todo custo realizar as suas fantasias, mas mesmo que as tentativas sejam fracassadas, elas continuam tentando e provavelmente tentarão o resto de suas vidas, pois não percebem que é uma fantasia. Nossa, que triste! No entanto, eis que, ao pensar sobre isso, eu me envergonho dos meus pensamentos. Que coisa, porque pensar tanto? Por que não posso simplesmente me preocupar com a festa ou com o Gre-nal, como todos a minha volta? Às vezes acho que eu penso demais...
***
Mais: alguém poderia avisar meus vizinhos que o mundo não gira em torno de uma bola? Ficar aguentando gritos, foguetes e pagode ninguém merece.

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

Melhor

Rapidinho só para dar boas notícias: acordei melhor. Corpo e mente. Cheguei há pouco da aula e o professor fez um jogo que ele colocava a música e nós tínhamos que escrever qual era o filme. Foi bem divertido! Foi então que eu ouvi essa música (que vou colocar a letra), da qual não me lembrava mais. É linda! Eu não gosto de admitir isso, mas sou romântica pra caramba!! Bem, vou indo dar um jeito aqui no ap, pois daqui a pouco chega a Silvia, uma colombiana bem legal para quem dou aula de português. Aqui vai a letra da música (em inglês, sorry!):

I Don't Wanna Miss A Thing


Aerosmith

I could stay awake just to hear you breathing
Watch you smile while you are sleeping
While you're far away and dreaming
I could spend my life in this sweet surrender
I could stay lost in this moment forever
Every moment spent with you
Is a moment I treasure

Don't wanna close my eyes
I don't wanna fall asleep
'Cause I'd miss you baby
And I don't wanna miss a thing
'Cause even when I dream of you
The sweetest dream would never do
I'd still miss you baby
And I don't wanna miss a thing

Laying close to you
Feeling your heart beating
And I'm wondering what you're dreaming
Wondering if it's me you're seeing
Then I kiss your eyes and thank God we're together
I just want to stay with you
In this moment forever, forever and ever

Don't wanna close my eyes
I don't wanna fall asleep
'Cause I'd miss you, baby
And I don't wanna miss a thing
'Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
I'd still miss you, baby
And I don't wanna miss a thing

I don't wanna miss one smile
I don't wanna miss one kiss
I just wanna be with you
Right here with you, just like this
I just wanna hold you close
Feel your heart so close to mine
And just stay here in this moment
For all the rest of time
Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah!

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

De saco cheio

Quinta passada acordei mal do estômago. Fiquei mal até sábado, quando achei que tivesse melhorado. Arrisquei tomar uns chopps no baile do Rei e da Rainha do tiro em Matiel e no domingo acordei mal. Na segunda, para completar, acordei com gripe. Hoje a gripe pareceu melhorar e adivinha? Acordei de novo mal do estômago. Dar aula assim é uma maravilha. Hoje, por exemplo, dei aula praticamente direto das 14h às 21h30min. Fiz um intervalo de 1h e fui tomar um chá na cafeteria. Dizem que meu corpo está somatizando... Deve estar somatizando o fato de eu não estar mais me aguentando. Ah, sempre a mesma história: os mesmos problemas, os mesmos pensamentos, as mesmas atitutes diante de situações semelhantes. Sempre os mesmos medos, os mesmos erros, as mesmas queixas, os mesmos sentimentos...chega, não aguento! Não dá para trocar o lado da fita? Se fosse alguém que tivesse falando demais eu já iria oferecer algo para a pessoa comer, hehehe. Mas nesse caso, fazer o quê? Preciso de férias de mim urgente! Como fazer para se livrar de si mesmo? Quem sabe tentar distrair o pensamento: vou terminar de ver um filme que comecei ontem - A Partida - bastante inspirador, poderia ser "A partida de si mesmo".
Bem, vou aproveitar este momento de revolta pessoal e fazer uma homenagem a alguns que me aguentam.

Papi, que foi ver minha apresentação de dança no Shopping Total sábado. Na verdade é uma troca de favores: eu também aguento ele! Mas verdade seja dita: ele tem sido um pai melhor nos últimos meses...


Meu afilhado lindo, querido e amado! Hum... ele não tem muita opção: ou me aguenta ou me aguenta, hehehe


Minha mãe e Pauline, minha irmã, as quais foram prestigiar minha incrível apresentação de dança no Shopping Total sábado. Foi o máximo. Me senti aquelas criancinhas que o pai e a mãe vão ver a apresentação. Sério, foi bem legal! Adorei que elas foram!

Nês e Liane (Nês: ex-babá meu e dos meus irmãos, hahaha - alguém consegue imaginar ele trocando fraldas? e Liane: minha madrinha) no baile do rei e da rainha do tiro em Matiel. Adorei que eles me levaram!

Terça-feira, Outubro 13, 2009

Mais um pouco sobre a Oktoberfest em Blumenau

Bem, já que tenho que aguardar aqui no NELE até que chegue a hora de ir até meu aluno particular, então resolvi escrever mais algumas coisinhas sobre a festa, hehehe
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- Estava eu lá parada com o Dênis e a Tati esperando o pessoal vir para ir embora e um cara com uma câmera pergunta se eu falava alemão. Eu respondi que sim. Ele e um amigo começam a me perguntar se eu já tinha estado na Alemanha e etc e tal. Bem, eis que eles eram alemães e estavam gravando um documentário sobre a Oktoberfest do Brasil e depois me dei conta que aquilo era uma entrevista para ver se eu estava apta para gravar. Depois disso, eles resolveram me filmar e eu dei uma entrevista para o documentário deles em alemão. Bah, que curiosidade para ver esse documentário. Que pena! Mas valeu!


- Outra: de repente alguns caras - diferentes e em momentos diferentes - chegam para mim e perguntam: "O que é ein Prosit?". As duas primeiras vezes que isso aconteceu, eu respondi normalmente. Na terceira vez, fiquei desconfiada. Isso não é normal. Dei um sorriso, como se dissesse: "Tu estás de gozação comigo" e fui embora. Pensei que talvez por trás daquilo pudesse ter alguma piada ou uma cantada que eu não estava reconhecendo, afinal, homens não estão preocupados com questões culturais à noite e mais: por que diabos eles estavam perguntando justamente para mim o que era "ein Prosit"?

Conclusão de ambas as situações descritas acima: eu devo ter mesmo cara de professora de alemão!, hauhauauahuha

Oktoberfest - Blumenau

Cheguei ontem às 21h30min, depois de 12h de viagem e agora acabo de acordar. Não fui à aula na UFRGS, apesar de ter de entregar um trabalho, e desmarquei aulas particulares para ficar hj de manhã em casa. Antigamente me mataria para ter que cumprir com todas as minhas tarefas. Hoje em dia penso: Por que se matar tanto? De tarde eu trabalho. Nessas horas é bom ser meio autônoma.

Bem, sobre a viagem, Estou ainda cansada e meu cérebro não está ainda 100%, hehehe, mas pelo que eu me lembre, foi bem legal!! No sábado foi muito cansativo, pois viramos a noite no ônibus, dormi pouco, e de tarde fomos participar do desfile, o que tomou umas 3h do nosso tempo, de sapatos apertados e sem dormir (nem preciso dizer em que estado ficaram as minhas pernas). À noite, estávamos podre e aguentei só até meia-noite na Oktober, quando fui para casa com os casais, hehehe (velha!). Os solteiros ficaram lá. Um lado meu estava muito feliz por estar lá, conhecendo Blumenau, a Oktober, e tendo esta experiência diferente. No entanto, outro lado estava triste e não tinha certeza se queria ter vindo. Este outro queria estar com alguém com que pudesse desabafar e chorar as mágoas, hehehe. Tive que me controlar para que este lado não tomasse conta e estragasse todo o resto. E não, eu não descontei isso na bebida. Aguentei firme e forte. Tomei só um chopp, que era de uma cerveja de lá, "das Wunder" (para experimentar né, hehehe).
Nós tentando tirar uma foto na entrada da Oktober com 3000 intrusos hehehe (aliás, viramos atração da festa, todo mundo queria tirar foto conosco!! Nunca tiramos tanta foto na vida!)

No domingo foi mais legal. Dormi um pouco melhor à noite, apesar do festival de roncos (todos dormimos juntos na cancha de bocha - umas 30 pessoas), hehehe. Fizemos churrasco e tivemos integração com o grupo de dança do 25 de julho de lá. Foi muito legal!! Dançamos bastante (em torno de 1h30min) e eu já estou percebendo que estou pegando muito mais rápido as coreografias. Não sabia quase nenhuma, mas só vendo mais ou menos o que os outros fazem consigo acompanhar. Também as coreografias se repetem bastante e como tenho uma boa memória... Consegui acompanhar as danças e suei pra caramba!
Depois fomos nos apresentar no Biergarten na Oktober e também foi ótimo! Eu dancei só uma dança, a Mühlrad, mas não errei nada! hehehe Só fiquei com medo que minha saia de baixo ia cair, hehehe, (trauma), mas não, ela estava bem presa. As pessoas pareceram gostar bastante, tinha muita gente. Os guris fazem bastante sucesso com a dança deles, a Holzhacker, que particularmente, acho mesmo linda!
Eu, com meu traje de Frida, esperando a apresentação começar


Meninas aguardando os meninos dançarem a Holzhacker

Meninos dançando a Holzhacker

Após a nossa apresentação, fomos ver o grupo de Teutônia apresentar (é o grupo que estava nos acompanhando, dividindo o ônibus e o ginásio). Também foi muito bonita. Daí já ficamos ali mesmo: comendo, dançando e bebendo. Mas mais uma vez fui muito comportada e tomei apenas 2 chopps! Da Eisenbahn, Weizenbier. Me "perdi" na festa porque tinha que resolver uns "assuntos" hehehe. Fiquei umas 2h fora e foi bom, assim pude resolver aquele meu lado um tanto triste e rejeitado hauahuaha. Voltei para a festa, reencontrei o pessoal e ficamos até às 4h da manhã. O problema foi dizer para o pessoal onde eu estive nas últimas 2h e pouco. Bem, o jeito foi dar um sorriso bem sacana e dizer "me perdi!" hauahuahu Sério, às vezes acho que algumas pessoas do grupo devem achar que sou louca, huahauhau Depois disso, aguentar a gozação. Tinha gente curiosíssima para saber onde eu tinha me perdido e que parece que não gostou porque eu não disse. Quer saber? Bah, já não me importo.

Mathias, eu, Laila, ALex e Casemiro com nossos canecos novos, hehehe

Segunda-feira, Setembro 28, 2009

O primeiro cabelo branco a gente nunca esquece

Bem, já são exatamente 22:49, mas meu dia ainda não acabou: ainda tenho que preparar aulas. Só um professor para saber o que é isso. Nós nunca recebemos de acordo com a quantidade de trabalho. Por isso é que sim, acredito que para ser um bom professor só com muito amor à profissão. Bem, lamúrias à parte, não podia deixar de vir aqui relatar a cena grotesca que vivi hoje.
Estava eu bem feliz e tranquila pegando o elevador do SENAC, lugar onde eu trabalho e não, não tinha ninguém no elevador. Só eu comigo mesma e um espelho. E quem não se olha no espelho? Óbvio que eu olho, se eu acho que a coisa está muito feia (dependendo do horário, por exemplo, saí às 7h da manhã de casa e já são 8h da noite, é bem provável que a coisa esteja REALMENTE feia), então saio do elevador para a sala dos professores e vou direto ao banheiro dar um jeito: colocar um batom e pentear o cabelo. Pois bem, eis que estava verificando se tal medida seria necessária quando eu o vi: a coisa mais grotesca que eu já vi nos últimos tempos. Sim, o primeiro! Nunca antes visto: um fio de cabelo branco em meio a minha testa. Não pude acreditar. Sabe o que isso significa para uma mulher? Fim dos tempos. Deparei-me com o óbvio: estou ficando velha. Agora entendo porque muitos alunos me chamam de "senhora": "- Professora, a senhora podia me explicar....". Horrível, péssimo. Sem mais comentários. Depois desta só me resta fazer luzes urgentemente.

Mais uma prova da velhice: no finde, fui convidada para ir ao chá de fraldas da minha prima Carim. Isso mesmo, nem festa de 15 anos, nem formatura, nem chá de panela: chá de fraldas!! Chegando lá, achei que iria ser somente aquela coisa careta de pintar a grávida e tomar chazinho. Subestimei a força do sobrenome Mombach: que chá o quê, cervejada, isso sim! No início, todas falamos: " - Que coisa mais atrasada essa coisa de pintar a grávida e etc e tal". Afinal, as mulheres da família são mulheres modernas. Cecília, que representa a continuidade da família, será uma mulher à frente do seu tempo. Não pega bem algo tão careta. Bem, depois de algumas cervejas alguém já puxou um batom vermelho e fez uma inocente carinha na barriga da grávida. Nem preciso dizer o que se sucedeu depois. As fotos falam por si mesmas. Depois disso, sair à noite que nada, 21h para casa dormir que eu já estava até enrolando a língua. Mais uma pista de que estou mesmo velha!
Apenas o começo

Família bonita

Que absurdo, eu com os olhos já brilhando. E eu continuo sendo contra a bebida, viu? Hehehe

E acreditem, por trás disso há uma prima linda

Domingo, Setembro 20, 2009

Tanz mit uns

Fim de semana bom. Só queria ter descansado mais, hehehe. Sexta dancei pela primeira vez com o grupo. Na verdade, dancei só uma música, hehehe, mas foi bem legal! Ri muito. Era um evento do coro masculino do Clube, a fim de arrecadar dinheiro para a viagem deles à Alemanha.

Antes da apresentação - nem todos do grupo estavam presentes. Eu, por exemplo, estava sem par, hehehe. Geralmente danço com meu primo Mathias, mas ele foi pago para dançar em outro evento (chique!) - de fato, ele dança pra caramba!

Só as meninas

O Mateus teve entrar com duas, sortudo! hehehe

E eu nunca tinha ouvido falar da tal dança "Polonese", mas aí vai o método "aprenda dançando" (ainda bem que era uma dança extremamente simples), fui e ainda tinha que tirar alguém da platéia. Por coincidência, vi o Casemiro, que está na frente, tirando minha ex-professora de alemão, Eliane. Lembrei que ela sempre falava do marido dela, que se chamava Erwin. Não tive dúvidas, olhei para o cara e perguntei: "- Tu é o Erwin?" E ele, com cara de quem não estava entendo nada: "-Sim..." "Então vamos lá!" Hahaha, precisava ver a cara de espanto dele, hahahaha

Depois o coro se apresentou e a fila estava gigantesca para se servir (tinham umas 250 pessoas). Então ficamos dançando ali mesmo, enquanto esperávamos a nossa vez de nos servir. Bah, como ri! As coreografias saíam todas meio atrapalhadas porque muitos não lembravam das coreografias e eu menos ainda. Daí enquanto dançava, senti algo cair, pensei que fosse meu avental, mas não: era a minha saia de baixo que, quando eu vi, estava enrolada nos meus pés! hahahaha Que mico!! Ainda coloquei ela em cima do palco e a esqueci lá! hahahaha Típico Clarissa! Pior, eu ainda preciso dela. Espero que alguém tenha guardado para mim. Isso que não tinha bebido nada, imagina se tivesse! Hehehe

Pena que depois de comer, tive que ir para casa, pois tinha que dar aula no NELE de manhã. E quem diz que consigo dormir. Que droga! Dei a aula super cansada. Passar a noite em claro fazendo coisas interessantes, hehehe, é uma coisa. Esses tempos quase não dormi de sexta para sábado e estava nova! Dei uma das minhas melhores aulas, hehehe. Mas ficar acordada devido à insônia ninguém merece. Resultado: achei minha aula de sábado uma droga e me senti uma porcaria. Mas ok, acontece. Próxima vez dou uma aula melhor.

No sábado vim para Garibaldi com o pai e o Dario, que comprou uma BMW (podre de chique!) hehehe Viemos porque hoje, domingo, tinha aniver de 86 anos do Vô Dario, que por sinal, estava bem bom. Pena que o vô sempre se preocupou tanto com a saúde e, realmente, ele está muito bem. Já quanto à memória... putz... já não fala coisa com coisa. Aber, wie ich immer sage: "So ist das Leben!" hehehe

Bem, por hoje é "só" hehehe Vamos ver se consigo manter uma regularidade maior por aqui.

Sábado, Setembro 12, 2009

Köln

Ai ai, não aguento mais, o que fazer depois de tantos dias de chuva?... Atualizar o blog, claro! :)

No post anterior, coloquei uma foto de Köln, cidade perto de Essen, onde passei minha maravilhosa estadia na Alemanha. Sempre me intrigou esta famosa foto da cidade, de 1945:



Reparem como tudo está destruído, menos a Kölner Dom! Esse fato tornou ainda mais inesquecível a minha visita à catedral. Todo mundo sabe que não sou muito chegada a Deus, mas por anos tive que admitir que isso era extraordinário: o que teria salvado a Kölner Dom da destruição? 90% da cidade foi destruída, o número de habitantes caiu de 800.000 para 104.000, tudo parecia perdido, mas a Kölner Dom continuava lá, firme e forte. Óbvio que parece intervenção divina.


Pois eis que neste sábado de manhã, um aluno - muito inteligente, por sinal - me esclareceu o intrigante mistério: nem Deus, nem bondade dos americanos, a Kölner Dom foi poupada pelos inimigos por ser um importante ponto de localização para a aviação - não só por facilitar a localização ao pilotar os aviões, mas também para mirar as bombas. Ah, que sem graça. Antes a história era muito mais interessante. Me senti como se tivessem me contado que não existe Papai Noel ou Coelho da Páscoa, hehehe, A imaginação é muito melhor do que a realidade nua e crua. Vão dizer que vocês também não estavam gostando? Hehehe

Depois desta decepcionante revelação, se ainda interessar a alguém, aqui tem um link do site oficial da catedral de Colônia: http://www.koelner-dom.de/.

P.s. Ainda bem que tem estes alunos que, de fato, acabam sempre nos ensinando alguma coisa e tornam a aula de sábado de manhã muito mais interessante.

Quinta-feira, Setembro 10, 2009

Niemals geht man so ganz


"Niemals geht man so ganz" - dizer alemão da região de Colônia. Tradução seria algo como: "nunca se vai por inteiro". Lindo!

Domingo, Agosto 09, 2009

Grupo de Dança IHNA em Porto ALegre


Grupo de dança IHNA com outros grupos de dança do RS, no Clube 25 de Julho, Porto Alegre

Hospedei duas alemãs este fim de semana aqui em casa. Elas eram do grupo de dança folclóricas alemãs IHNA e se apresentaram ontem à noite no Clube 25 de julho (na Av. Germano Petersen Jr, aqui em Porto Alegre). A apresentação foi bem legal. Para ser bem sincera, o que achei mais legal foram as roupas. As danças pareciam ingênuas, e são mesmo, pois são da tradição alemã. Os homens é que dançaram melhor do que as mulheres. No final, juntaram o grupo alemão IHNA com os brasileiros que também pertencem a grupos de danças do folclore alemão aqui no RS. Nossa, foi muita gente e bem bonito. Até deu vontade de participar.

Mas quanto às alemãs aqui em casa. Bem, não foi assim tão divertido. Hospedei mais para poder praticar meu alemão. Mas com essa chuva que não para, não tinha muito o que fazer. Daí conversamos, conversamos, conversamos, e era isso. Chegou um ponto que nem tinha mais o que falar. E eu cedi a minha cama de casal para elas e fui dormir no sofá. Confesso que, no final, já estava a fim de que elas fossem embora para retomar meu espaço, hehehe.

Outra coisa é que eu não conseguia entendê-las por completo. Quando elas falavam comigo, tudo bem, mas quando elas falavam entre elas, eu entendia só algumas palavras. Provavelmente porque falavam muito rápido, usavam gírias e talvez palavras do dialeto delas, o fränkisch. Quem sabe até fizessem de propósito, sei lá. Isso foi meio decepcionante. Sempre entendi mais do que falei, neste finde, falei mais do que entendi....

Também fez falta alguém comigo. Hospedei-as sozinha... Se eu tivesse alguém que também pudesse falar com elas, ter ideias de onde levar.... Os outros hospedeiros, na sua grande maioria, eram casais. Tinha inclusive um casal que se conheceu no grupo de dança e estão até hoje juntos (casaram, tiveram filhos). Eles falaram que tem mais 3 outros casais que se formaram no grupo, pois o mais importante numa relação é que ambos tenham interesses em comum. Sim, acho que é isso que eu preciso mais nos meus relacionamentos: interesses em comum. Preciso entrar neste grupo! Hahahaha

Brincadeiras à parte, estou mesmo bastante a fim de conferir este grupo de danças folclóricas alemãs do Clube 25. Há milênios sei que existe e há uns 3 anos atrás fui com uns alemães num ensaio, só que eu sempre tinha aula na sexta à noite – seja como aluna, seja como professora. Pois então, a hora é agora!

Domingo, Julho 19, 2009

Banda Marauê


Sei lá, quis voltar, e daí?

Sempre a vida tão corrida, mal dá tempo de fazer tudo

É claro que o blog fica em último lugar

Estou meio que de férias

E sem namorado, hehehe

É óbvio que está sobrando tempo, hehehe

Ouvindo Starway to heaven, Led Zeppelin

Ontem vi o programa do Huck para assistir o meu primo com a Banda Marauê no quadro "Olha a minha banda". Nossa, foi emocionante!! Daí ouvi Starway to Heaven e lembrei como é linda essa música. Baixei na internet. A propósito, está aberta a votação para ver quem merece se apresentar no Antartica Street Festival, e é claro, já vou fazer uma propaganda, já que eles merecem muuuuuuito. Eu desejo todo sucesso do mundo a eles.


Aqui está o link:
http://tvglobo.caldeiraodohuck.globo.com/banda-maraue/



Sexta-feira, Julho 04, 2008

Um ode às descobertas de Freud

E eis que defendo a dissertação e me sinto de férias! Estou ainda com quatro turmas e cinco alunos particulares, mas é como se eu não tivesse nada... Bem, o negócio é curtir. Pretendo ver esse finde o filme Across the universe, pois meus alunos já falaram milhões de vezes e tenho até mesmo um aluno particular que queria aprender inglês só ouvindo as músicas dos Beatles. Também não é pra tanto né, hehehe. Convenci-o de trabalharmos duas músicas por aula, mas também fazermos um pouco de conversação e um tópico de gramática por aula. Tem sido muito divertido, pois assim também tenho conhecido as letras das músicas dos Beatles e ainda sou paga pra isso!
Hoje eu fui atravessar a rua e do meu lado tinha um cara de uns 50 anos. Do outro lado da rua, caminhava um senhor de uns 70 e poucos, acho. Daí os carros passavam e o senhor do outro lado da rua se distanciava. Então o senhor do meu lado gritou: "- Paiê! Paiê!" O senhor do outro lado olhou pra trás e esperou. Um carro parou porque viu que queríamos atravessar. Quando chegamos do outro lado da rua, o mais novo falou para o mais velho: "- Para não ficarmos depois falando por telefone, eu vou até ali contigo...". Achei legal, hehehe (que sentimental). Legal porque pensei que, durante toda a vida dele, provavelmente o cara esteve com o pai dele. Mesmo depois dos 50, continuavam conversando por telefone. Não converso com meu pai por telefone. Às vezes nem pessoalmente. Tenho metade da vida do cara. Há quase um ano me mudei. Meu pai só veio no meu apartamento quando deixou aqui as caixas da mudança. Ok, não digo que seja a melhor coisa da vida sentir isso, mas também já não fico triste por isso. So ist das Leben. Não imagino com 50 anos chamando meu pai e conversando com ele por telefone. Até porque, não imagino que meu pai esteja vivo até lá. Do jeito que vai a coisa, não sei nem se meu pai vai ter a oportunidade de conhecer meus filhos.
Mas o bom disso é que antes isso me magoava e eu tinha um sentimento de que era incapaz de viver algum dia isso. Mas hj percebo que posso não ter tido a oportunidade de ter vivido isso como filha, mas viverei certamente como mãe. Antes constituir uma família estava tão longe, como se um destino familiar tivesse sido traçado e a única coisa que me restava era segui-lo, que não havia escolha para mim, que eu não era capaz de fazer diferente. Mas hj tenho certeza que irei constituir uma família, linda, amada e serei uma mãe dedicada. E quando meus filhos tiverem 50 anos, eles irão chamar mãe do outro lado da rua e nós ainda estaremos nos falando por telefone. Quero um destino diferente pra mim, quero uma nova história. E sei que estou conseguindo. Bingo! Viva a terapia!